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Fazer pedicure toda semana enfraquece a unha? O que desgasta de verdade não é o esmalte

Fazer pedicure toda semana enfraquece a unha? O que desgasta de verdade não é o esmalte

Quem gosta de manter os pés sempre feitos em algum momento ouve que "a unha precisa respirar" e que pedicure toda semana acaba deixando a unha fraca. A preocupação faz sentido: muita gente já viu a unha do pé ficar esbranquiçada, áspera ou descamando nas pontas.

Só que a frequência, sozinha, raramente é a culpada. O que desgasta são algumas etapas feitas do jeito errado, dentro e fora do salão. Dá para reconhecer cada uma delas sem entender nada de técnica.

A unha não respira, e por isso a pausa não resolve

A lâmina da unha é feita de queratina, a mesma proteína dos fios de cabelo, e não troca ar com o ambiente. Ela é formada na matriz, uma área escondida debaixo da pele na base da unha, e é dali que vêm os nutrientes. Ficar uma semana sem esmalte não devolve oxigênio para a unha.

O que a pausa faz é outra coisa: dá tempo para a superfície se recuperar de agressões mecânicas e químicas. Se essas agressões continuam a cada visita, a unha enfraquece com ou sem intervalo. Se elas não acontecem, a pedicure frequente não é problema.

Vale lembrar que a unha do pé cresce devagar, mais ou menos na metade da velocidade da unha da mão. Um dano na lâmina leva meses para crescer e sair. É por isso que um erro repetido parece piorar com o tempo, mesmo quando a pessoa já mudou de hábito.

O que desgasta de verdade

Cortar pele viva. Em volta da unha existem duas coisas diferentes. O pterígio é uma película de pele morta que gruda na lâmina. A cutícula viva é a pele que veda a base da unha contra água e microrganismos. Quando a cutícula viva é cortada, a pele reage engrossando, a região fica sensível e a vedação some por alguns dias. Feito toda semana, esse corte mantém a área sempre irritada.

Arrancar o esmalte lascado. Puxar a película de esmalte com os dedos leva junto camadas finas da superfície da unha. É daí que vem boa parte das manchas esbranquiçadas e da textura áspera que costumam ser atribuídas ao esmalte em si.

Removedor demais. Acetona usada com frequência e esfregada com força resseca a lâmina e a pele em volta. Unha ressecada lasca e descama nas pontas.

Lixa em vaivém. Lixar indo e voltando abre as camadas na ponta da unha. O certo é lixar sempre no mesmo sentido.

Como a pedicure é feita na Du Jour

Toda mão e pé feitos com a Cris, na Du Jour, são com cutilagem russa. A técnica é feita a seco, com um micromotor e uma broca fina, e trabalha só sobre o pterígio, a pele morta que fica em cima da unha. A cutícula viva não é cortada. Se sobrar alguma pele no final, o acabamento é feito com alicate, só nesse ponto.

Trabalhar a seco é de propósito. A pele molhada incha e esconde onde a pele morta termina e a viva começa. Seca, essa linha fica visível, e é ela que separa o que pode sair do que precisa ficar.

Como saber se a sua pedicure está cuidando ou desgastando

Dois dias depois do atendimento, olhe a pele em volta da unha. Ela deve estar lisa, sem vermelhidão e sem ardência quando você toca ou entra no banho. Ardência e pelinhas levantadas logo nos primeiros dias são sinal de que pele viva foi removida.

Passe o dedo na borda da unha logo depois da esmaltação. A superfície deve estar lisa, sem degrau de produto acumulado nos cantos.

Quando o esmalte começar a lascar, tire com algodão e removedor, segurando alguns segundos sobre a unha antes de deslizar, em vez de esfregar ou puxar com os dedos.

Entre uma visita e outra, creme hidratante nos pés antes de dormir e um pouco de óleo na base das unhas ajudam a pele a não ressecar.

Se a sua unha do pé anda fraca ou a pele em volta fica sensível depois da pedicure, leve essa dúvida para uma avaliação com a Cris. Agende pelo WhatsApp ou pelo site.