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O detalhe que faz sua manicure durar muito mais tempo

O detalhe que faz sua manicure durar muito mais tempo

Esmalte que lasca cedo quase sempre lasca no mesmo lugar: a ponta livre da unha, aquela borda que passa da pele. Não é azar. É a parte que bate em teclado, maçaneta, zíper e tampa de pote o dia inteiro, e é a parte que a maioria das esmaltações deixa desprotegida.

Por que a ponta é sempre a primeira a ceder

A unha não é uma superfície lisa e uniforme. A ponta livre tem três camadas expostas, e o esmalte aplicado só por cima cobre uma delas. Basta um esbarrão pra que a camada de baixo comece a soltar, e a partir dali o lascado sobe.

O nome técnico da solução é selar a ponta. Depois de cada camada, o pincel passa na borda superior da unha, na horizontal, criando uma tampa que envolve as três camadas. Leva cinco segundos por unha e costuma ser a diferença entre um esmalte que dura quatro dias e um que dura dez.

O que acontece na cadeira, etapa por etapa

O atendimento começa pela cutícula, e aqui existe uma distinção que muda tudo. O pterígio é a película fina e transparente colada na lâmina da unha, já morta, e ela pode sair. A cutícula viva é a dobra de pele em volta, tecido vivo, com função de barreira contra bactéria. Cortar essa dobra é o que gera aquela inflamação vermelha dois dias depois.

Existe uma técnica construída inteira em torno dessa distinção, e é a que a Cris usa na Du Jour: a cutilagem russa. Ela é feita a seco, sem molho, com um empurrador que levanta a cutícula viva e uma broca fina que remove só o pterígio grudado na lâmina. Sem molho a pele não incha, e pele que não incha deixa visível onde o tecido morto termina. O ganho prático é a aderência: com a lâmina limpa até a dobra, o esmalte encosta em superfície livre de resíduo.

Em seguida vem o lixamento da borda, sempre num sentido só. Lixa vai e volta serra a queratina e abre microfissuras que rasgam com o tempo.

Antes do esmalte, a lâmina precisa ficar seca e sem resíduo de óleo ou creme. É por isso que um álcool ou desidratador passa na unha logo antes da base. Esmalte aplicado sobre creme de mão não adere, por melhor que seja o produto.

Depois disso, quatro camadas finas: base, duas de cor e um extra brilho. Camada fina seca de dentro pra fora em cerca de dois minutos. Camada grossa forma uma casquinha seca por cima e permanece mole por baixo por até uma hora, e é essa camada mole que amassa quando você pega a bolsa.

As primeiras horas decidem metade do resultado

O esmalte fica ao toque em poucos minutos, mas a secagem completa leva de doze a vinte e quatro horas. Nesse intervalo, água quente é o pior inimigo: ela dilata a lâmina, o esmalte não acompanha, e aparecem aquelas rachaduras finas em teia.

Na prática, isso significa deixar banho demorado, lavagem de louça e academia pra depois. Vale também não usar a unha como ferramenta pra abrir lata, tirar etiqueta ou raspar rótulo, que é o hábito que mais destrói esmaltação nova.

O que sustenta o resultado entre uma sessão e outra

Óleo de cutícula todo dia à noite mantém a dobra de pele flexível e evita que ela repuxe e levante a base do esmalte. Luva de borracha em qualquer contato longo com produto de limpeza protege tanto o esmalte quanto a lâmina, porque detergente e desinfetante ressecam a queratina.

Sobre o intervalo de retorno: esmaltação tradicional costuma pedir manutenção a cada sete a dez dias, principalmente porque a unha cresce e a base começa a aparecer. Esmaltação em gel aguenta de quinze a vinte e um dias, e o limite ali não é o esmalte lascar, é o crescimento deixar a linha visível na base.

Como agendar

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